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"Com o Vanderlei Luxemburgo não consegui um encaixe de agenda. O Felipão nem quis mesmo", disse Adriano Rattmann, produtor executivo do filme "Alex Câmera 10", que conta a trajetória do meia Alex de Souza, um dos jogadores mais geniais das últimas duas décadas do futebol brasileiro e autor de 423 gols em toda a sua carreira. 
 
A frase do idealizador da obra mostra bem como os fãs do ex-atleta e atual comentarista dos canais ESPN ainda não perdoaram o técnico Luiz Felipe Scolari por não ter convocado o meia para a Copa de 2002, mesmo decorridos 17 anos da competição na qual o Brasil se sagrou pentacampeão do mundo. Vale ressaltar que, em 2003, Alex foi disparado o melhor jogador a atuar no Brasil, liderando o Cruzeiro na conquista da tríplice coroa (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão). 
 
Mas o filme de 93 minutos, que será lançado no próximo dia 24 de outubro nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Londrina, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, exibe mais do que esta injustiça cometida por Felipão. Mostra um Alex que preferiu voltar às suas origens e se aposentar no Coritiba, sendo que tinha propostas tentadoras de Palmeiras e Cruzeiro, clubes nos quais o ex-meia também foi ídolo. O time mineiro, inclusive, foi bicampeão brasileiro em 2013 e 2014, anos em que o ex-atleta disputou o Brasileirão pelo Coxa, chegando a lutar contra o rebaixamento na sua temporada de despedida. 
 
Nas duas temporadas derradeiras defendendo o Coxa, Alex desfilou seu talento por vários estádios brasileiros, sempre desequilibrando a favor da equipe paranaense, com golaços - inclusive o gol 400 da sua carreira - e belas assistências. Tais lances, inclusive, foram comentados por jornalistas e ex-jogadores do quilate de Juca Kfouri, Paulo Vinícius Coelho (PVC), Mauro Beting, Afonsinho, Juninho Pernambucano, Djalminha, Neto, Evair, Aristizábal, Dirceu Krüger (ídolo do Coritiba falecido no último mês de abril), entre outros. "O Ceni não participou, mas sempre foi muito solícito comigo em outros trabalhos. Não sei se ele pensou que era algo relacionado ao gol mais bonito da carreira do Alex, que foi em cima dele, em 2002", disse Rattman.. 
 
A produção também explora a idolatria da torcida do clube turco Fenerbahçe pelo ex-jogador. Em oito temporadas na Turquia, Alex conduziu a equipe de Istambul a um lugar em que nenhum outro time do país chegou: quartas de final da Champions League, principal competição de clubes do planeta. Na ocasião, o então meia era treinado por Zico, um dos entrevistados no filme de Rattman. "No Brasil, apenas Pelé e Zico fizeram mais gols do que eu atuando na minha posição. Eles são ET's, não são normais. Então é uma  grande satisfação", disse Alex durante as filmagens. 
 
Os turcos são tão gratos a Alex que muitos resolveram tatuá-lo. Um tatuador, por exemplo, fez mais de cem tatuagens relacionadas ao jogador em fãs do Fenerbahçe. Outro torcedor do clube, o ex-militar Mural Dural, foi além. Ao perder os pés após ficar praticamente todo congelado, recebeu uma proposta do governo turco, que se responsabilizou pelo ocorrido com o soldado: faria as próteses nos moldes que o fã quisesse. Ele não titubeou e escolheu os pés de Alex como modelos. O jogador, claro, topou participar da experiência. "É como se representasse um pouco Alex", disse Mural, que completou: "O melhor de tudo isso foi me aproximar do meu ídolo".
 

 

Opinião Gweb
Nota do filme (de 0 a 5): 4
Recomendado? Sim. Não só para torcedores dos clubes pelos quais Alex é ídolo, mas para todos os fãs de futebol. 
 
Serviço
Alex Câmera 10
Ano: 2019
País: Brasil
Duração: 93 min
Direção: Adriano Rattmann e Cauê Serur
Classificação: livre



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